Sindsemppe convoca servidores para assembleia geral

Nesta quarta-feira (6), o Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Pernambuco (Sindsemp/PE), convoca todos os servidores a participarem da Assembleia Geral Extraordinária que irá expor a proposta de revisão salarial que a gestão do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) deveria ter apresentado na mesa de negociações realizada no último dia 30. Dessa vez, a diretoria do Sindicato está organizando um formato diferente para a ocasião. As reuniões acontecerão na frente de cada uma das sedes do MPPE na capital. O Sindsemp/PE conta com a participação de todos no intuito de unir forças e lutar pelas demandas e ações que são de interesse da categoria. É importante que todos vistam a camisa da campanha de lutas a fim de tornar mais forte e visível a mobilização.

 

Os horários das reuniões são os seguintes:

 

11h30 – Reunião na frente do Ed. Paulo Cavalcanti, na Av. Visconde de Suassuna, no bairro da Boa Vista.

13hs – Reunião em frente ao Ed. Roberto Lira, na Av. Martins de Barros, no bairro ????

14h30 – Reunião na frente do Ed. Ipsep, na rua do Sol, bairro de Santo Antônio.

 

 

MATERIA PARALISAÇÃO:

Servidores do MPPE paralisam atividades amanhã (26). Somente serviços essenciais irão funcionar

 

Em estado de assembléia geral permanente desde o último dia (18), os servidores do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) irão paralisar as atividades laborais nesta terça-feira (26), por um período de 24 horas, onde apenas os serviços essenciais irão funcionar. A decisão foi tomada diante da decepção da categoria que, na última sessão de negociação com a gestão atual para reposição das perdas inflacionárias, realizada no dia 13, ficou estarrecida com a proposta apresentada onde foi sugerido 0% de revisão salarial para este ano e 4% para 2018.

 

Na última sexta (22), uma nova assembleia foi realizada e a gestão do MPPE fez uma contraproposta com reposição de 4% para este ano e 3% para 2018, a qual não foi acatada pelo Sindicato dos Servidores do MPPE (Sindsemppe). De acordo com o presidente do Sindsemppe, Fernando Ribamar, a categoria está há quase 3 anos sem reposição, com um déficit aproximado de 16%. “Abrimos uma mesa de negociações na tentativa de construir uma proposta razoável de recuperação para ambos. “Depois de algumas tentativas, a resposta que tivemos foi muito abaixo do esperado. É inaceitável, pois além de não prever a recomposição das perdas acumuladas desde 2015, não reverte aos servidores nada dos resultados obtidos em razão dos contingenciamentos de despesas ao longo de 2017”, dispara.

 

Ribamar diz ainda que, as ações para contingenciamento de despesas praticamente só alcançam os servidores, já que medidas como a nomeação de membros, investimentos em obras e tecnologia, pagamento de diárias e indenizações por férias e licenças-prêmio continuam ocorrendo normalmente. O sindicalista também enfatiza a questão da proposta orçamentária da atual gestão para o ano que vem onde estão previstas a nomeação de mais 40 membros para atuar no MPPE, a concessão do auxílio-saúde para promotores e procuradores, a “venda” de férias e a indenização das férias vencidas exclusivamente para os membros, além da criação de cargos comissionados, o que totaliza cerca de R$ 40 milhões em benefícios.

 

“É um verdadeiro contraponto a gestão alegar que não tem recursos disponíveis para a recomposição salarial dos servidores, prevendo apenas 5% para tal medida, cujo impacto é de aproximadamente R$ 4 milhões”, considera o presidente do Sindsemppe. Com a paralisação, a categoria pretende sensibilizar a gestão e os membros acerca da importância do trabalho que exercem dentro da instituição.

 

Na capital, o Sindsemppe convoca todos os servidores a estarem mobilizados às 12hs, no hall do edf. Roberto Lira, no bairro de Santo Antônio, onde participarão de debates sobre a continuidade da luta e das melhores estratégias a serem utilizadas. Depois, às 15hs, haverá uma assembleia no mesmo local e, em seguida, todos participarão de uma sessão temática de cineclube na sede do Sindicato, na Praça da Independência, no Recife. Nas demais cidades ou nas sedes onde os servidores não consigam se deslocar para o local da manifestação, a paralisação deverá acontecer, durante todo o expediente, com a concentração dos servidores na frente de cada prédio. Da mesma forma que nas demais paralisações, Ribamar afirma que irá manter o mínimo de 30% de servidores trabalhando, a fim de garantir a legalidade do movimento.

 

 

 

 

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