Campanha contra a criação dos cargos comissionados ultrapassa os muros da instituição e ganha as ruas

A campanha “Casa de ferreiro, espeto de pau” encabeçada pelo Sindicato do Ministério Público de Pernambuco (Sindsemp/PE) com o intuito de levantar a bandeira em prol do concurso público e contra a criação dos cargos comissionados no MPPE acaba de sair do âmbito da instituição e ganhar as ruas. Os outdoors estão espalhados em pontos estratégicos da cidade, localizados na rua do Paissandú e nas avenidas Mario Melo, Conde da Boa Vista e Visconde de Suassuna, e alertam à população sobre a incoerência na contradição da prática que o MPPE pretende adotar com a criação dos cargos comissionados para suprir a carência nos postos de trabalho.

O texto reforça a máxima de que, nos últimos dois anos, o Ministério Público combateu por mais de 100 vezes esse tipo de ação nas prefeituras pernambucanas e recentemente foi eleito o mais transparente dos MP´s do país. “A nossa atuação é justamente por entendermos ser uma grande incoerência o MPPE atuar tantas vezes na defesa do concurso público como foco do provimento e contra as consequências da precarização do trabalho nas prefeituras do Estado e depois querer seguir esse modelo dentro da própria instituição”, aponta o presidente do Sindsemp/PE, Fernando Ribamar, lembrando ainda que irá trabalhar com todas as forças possíveis contra a destruição da carreira dos servidores.

Ribamar entende que, possivelmente a visibilidade que os outdoors trazem à campanha irá provocar uma reflexão por parte do MP e da própria sociedade acerca da decisão da criação dos cargos que, inclusive, diz ele, não tem fundamentação técnica que a justifique. Desde o início do ano passado, o Sindicato cobra à gestão do MPPE, a apresentação do projeto para Estruturação de Procuradorias e Promotorias de Justiça que avalia qual a estrutura de suporte técnico necessária para o bom funcionamento da instituição. “Pedimos desde março e até agora não tivemos acesso ao estudo. Queremos participar desse debate, pois acreditamos que existem outras possibilidades de ampliação da nossa força de trabalho sem recorrer à sua precarização, como por exemplo, por meio da criação de núcleos de apoio às Promotorias de Justiça e de Promotorias de Justiça regionais, como já proposto em gestões anteriores”, dispara Ribamar.

 

 

 

 

 

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