Mesa redonda sobre assédio moral teve tímida participação de membros e servidores

Fernando Ribamar, presidente do Sindsemp/PE, integra mesa de abertura

A mesa redonda sobre assédio moral no ambiente de trabalho promovida na última terça-feira, dia 8, pelo Ministério Público de Pernambuco, na Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco, teve um tom importante e esclarecedor. De acordo com a avaliação do presidente do Sindica to dos Servidores do Ministério Público de Pernambuco (Sindsempe/PE), Fernando Ribamar, apesar de contar com a participação de poucos servidores e membros do MPPE, o encontro foi positivo, pois mostrou conceitos e efeitos da prática e como podem ser realizados os enfrentamos a esse tipo de situação.

A palestrante Melícia Alves, procuradora Regional do Trabalho da 6ª Região, fez esclarecimentos relevantes sobre o tema em questão, apontando os prejuízos causados às pessoas e às instituições. Ela revelou um dado interessante onde 66% das pessoas em vida economicamente ativa sofrem ou já sofreram assédio moral no país. As mulheres são as principais vítimas, porém os homens verbalizam menos e isso deve ter um peso maior, mas não é documentado.

A psicóloga e perita judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região, Laura Pedrosa Caldas, destacou a importância do que fazer em situações de assédio. Nesse sentido, colocou que é necessário haver espaços de escuta qualificada para discussão do problema e também a necessidade de cuidados para a vítima e agressores. De acordo com ela, as vitimas precisam de um acolhimento por meio de canais sigilosos para que possam expor seus problemas. Para os agressores, a psicóloga disse que devem ser construídos termos de ajustamento de condutas (Tacs), além da adoção de práticas restaurativas.

Para Fernando Ribamar, a iniciativa da gestão em organizar um evento com esse tema foi bastante pertinente, porém ele esperava uma mobilização maior de membros e servidores, sobretudo de representantes da ouvidoria, corregedoria e da gestão de pessoas, que são os atuais canais para esse tipo de denúncia.

Compartilhar: