Servidores do MPPE suspendem paralisação que estava marcada para amanhã (26)

Em assembléia geral extraordinária realizada ainda há pouco na sede do Sindicato dos Servidores do Ministério Público (Sindsemppe), os trabalhadores, atendendo a condição imposta pela gestão do MPPE para a continuidade das negociações salariais, decidiu suspender o movimento paredista que estava agendado para amanhã (26), às 12hs.

A decisão, segundo o presidente do Sindicato, Fernando Ribamar, foi fruto da disposição da categoria para o diálogo e a solução negociada dos conflitos. “Entendemos que a greve é um direito legítimo dos trabalhadores, mas compreendemos que, na atual circunstância, o recuo é um movimento que permitirá avanços, em um futuro próximo”, destaca, lembrando, porém que, a categoria  continuará em estado de assembleia geral permanente até a próxima segunda-feira, (2), quando novamente se reunirá, às 16hs, para avaliar os avanços nas negociações.

A paralisação é motivada por alguns pontos defendidos pela gestão que os servidores julgam incoerentes com as práticas que vem sendo adotadas na instituição, entre as quais, está a questão da reposição salarial que não vem sendo cumprida há quase 3 anos. Na última sexta (22), os trabalhadores se uniram em assembleia onde a gestão do MPPE fez uma contraproposta com reposição de 4% para este ano, e 3% para 2018, a qual não foi acatada pelo Sindicato dos Servidores do MPPE (Sindsemppe), por estarem com um déficit aproximado de 16%.

“Abrimos uma mesa de negociações na tentativa de construir uma proposta razoável de recuperação para ambos. “Depois de algumas tentativas, a resposta que tivemos foi muito abaixo do esperado. É inaceitável, pois além de não prever a recomposição das perdas acumuladas desde 2015, não reverte aos servidores nada dos resultados obtidos em razão dos contingenciamentos de despesas ao longo de 2017”, dispara.

Ribamar diz ainda que, as ações para contingenciamento de despesas praticamente só alcançam os servidores, já que medidas como a nomeação de membros, investimentos em obras e tecnologia, pagamento de diárias e indenizações por férias e licenças-prêmio continuam ocorrendo normalmente. O sindicalista também enfatiza a questão da proposta orçamentária da atual gestão para o ano que vem onde estão previstas a nomeação de mais 40 membros para atuar no MPPE, a concessão do auxílio-saúde para promotores e procuradores, a “venda” de férias e a indenização das férias vencidas exclusivamente para os membros, além da criação de cargos comissionados, o que totaliza cerca de R$ 40 milhões em benefícios.

“É um verdadeiro contraponto a gestão alegar que não tem recursos disponíveis para a recomposição salarial dos servidores, prevendo apenas 5% para tal medida, cujo impacto é de aproximadamente R$ 4 milhões”, considera o presidente do Sindsemppe.

 

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